Professora de Língua Portuguesa e Literatura

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

OS SETE PECADOS GRAMATICAIS NAS REDAÇÕES 
Escrever ou não escrever: eis a questão! Para muitos, redigir um texto é um verdadeiro sacrifício, pois, não bastasse a dificuldade para organizar as ideias, ainda é preciso ficar atento às inúmeras regras gramaticais. Pois bem, isso é verdade, mas para ajudar você a livrar-se dos incômodos erros que ferem a gramática normativa, o sítio de Portuguêspreparou uma lista com os temidos sete pecados gramaticais.
Se fôssemos elaborar um manual com os erros mais graves, teríamos assunto para muitos outros artigos. Aqui não estão todas as “derrapadas linguísticas”, mas elencamos para você algumas dúvidas bem habituais, além de possíveis soluções que vão transformar a escrita em um exercício prazeroso. Atenção às dicas:
Os sete pecados gramaticais
Ѽ 1 - Uso da Crase: Não se preocupe, você não é o único que sofre quando o assunto é CRASE. Saber que a crase nada mais é do que a fusão da preposição “a” com o artigo “a” ajuda em muito, afinal de contas, o A só levará o sinal se houver a obrigatoriedade da preposição e do artigo ao mesmo tempo: Os alunos vão à escola. (Quem vai, vai A algum lugar, e o substantivo escola pede o artigo A, portanto, ocorrerá o fenônemo da fusão dos dois “As”).
Ѽ 2 - Emprego da vírgula: Não se engane, a vírgula não é um sinal gráfico que pode ser empregado aleatoriamente dentro de um texto. Quando mal empregada, ela pode ocasionar alterações de sentido, comprometendo a inteligibilidade e a compreensão de sua redação. Existem algumas situações em que seu uso é obrigatório: na existência de um vocativo, aposto explicativo, quando o predicativo está deslocado na frase, entre outras. Uma leitura cuidadosa do seu texto poderá indicar a necessidade – ou não – do uso da vírgula.
Ѽ - Mas x mais: Duelo desnecessário, mesmo porque é fácil identificar quando cada um dos termos em questão deve ser utilizado. Emprega-se o “mas” quando houver relação de oposição e contrariedade. O “mais” deve ser utilizado como advérbio de intensidadeEu gostaria de viajar mais vezes,mas tenho pouco tempo e pouco dinheiro.(Mas = contrariedade/oposição e mais = advérbio de intensidade).
Ѽ Aonde x onde: Não deixe que esse clássico dos erros gramaticais gere ainda mais dúvidas: “aonde” deve ser utilizado com os verbos que indicam movimento e que exigem a preposição “a”, enquanto “onde” expressa ideia de lugar fixoAonde os alunos foram? Onde eles gostam de estar, na escola!
Ѽ Palavras homônimas: Chamamos de homônimas as palavras que apresentam amesma estrutura fonológica, os mesmos fonemas, a mesma acentuação e ainda assim apresentam significados completamente divergentes! O bom leitor saberá quando e como usar as palavras homônimas, já que o contexto será fundamental para a compreensão do texto. São Francisco de Assis e Santa Clara são os santos mais populares da Itália.
Ѽ Verbo “haver”: Não tem nada a ver você confundir o verbo “haver”, pelo menos não a partir de agora! Apesar de ser pouco usado na modalidade oral (costumamos substituí-lo pelo verbo “ter”), o verbo em questão deve ser empregado sem medo na modalidade escrita, pois ele confere maior formalidade a um texto. Se ele fizer a substituição perfeita do verbo “ter”, então o uso está liberado. Lembre-se: “haver” com “H”, sempre!
Ѽ - Nosso último pecado gramatical é...Mim x Eu. Não, não vamos entrar em confronto, nada disso, a ideia é fazer você entender que “mim” não poderá ser utilizado para cumprir a função de sujeito, mesmo porque mim não faz nada, muito menos antes de um verbo! Nesse caso, empregue o pronome pessoal do caso reto “eu” e acerte na mosca! Bons estudos!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Alô, alô terceirão!!! Perdeu a aula de hoje? Fique ligado no Modernismo!

Modernismo no Brasil


O Modernismo foi um movimento cultural, artístico e literário da primeira metade do século XX. Situa-se entre o Simbolismo e o Pós-Modernismo - a partir dos anos 50 - havendo, ainda, estudiosos que considerem o Pré-Modernismo uma escola literária.
Na Literatura Brasileira, teve como marco inicial a Semana de Arte Moderna, em 1922. Esse momento foi marcado pela efervescência de novas ideias e modelos.

Contexto Histórico

O Modernismo surge num momento de insatisfação política no Brasil que, em suma, em decorrência do aumento da inflação, fazia aumentar a crise e propulsionava greves e protestos.
A Primeira Guerra Mundial (1914-1918) também trouxe reflexos para a sociedade brasileira. Assim, numa tentativa de reestruturar o país politicamente, também o campo das artes - estimulado pelas Vanguardas Europeias - encontra a motivação para romper com o tradicionalismo, sendo a “Semana” a fronteira que marca a tentativa de mudança artística.

Características do Modernismo

  • Libertação estética.
  • Ruptura com o tradicionalismo.
  • Experimentações artísticas.
  • Liberdade formal (versos livres, abandono das formas fixas, ausência de pontuação).
  • Linguagem com humor.
  • Valorização do cotidiano.

Principais Autores

Fases do Modernismo

Primeira Fase do Modernismo (1922-1930)

Nesta fase, conhecida como a "Fase Heroica", os artistas buscam a renovação estética inspirada nas vanguardas europeias (cubismo, futurismo); portanto, este período caracterizou-se por ser o mais radical e também, pela publicação de revistas e de manifestos, bem como pela formação de grupos modernistas, destacando-se:

Revistas

Klaxon (1922), Estética (1924), A Revista (1925), Terra Roxa e Outras Terras (1927) e Revista de Antropofagia (1928).

Manifestos

Manifesto da Poesia Pau-Brasil (1924), Manifesto Antropófago (1928), Manifesto Regionalista (1926) e Manifesto Nhenguaçu Verde-Amarelo (1929).

Grupos

Segunda Fase do Modernismo (1930-1945)

Chamada de "Fase de Consolidação", este momento é caracterizado por temáticas nacionalistas e regionalistas com predomínio da prosa de ficção.
É um momento de amadurecimento. Na década de 30 a poesia brasileira se consolida, o que significa o maior êxito para os modernistas.

Terceira Fase do Modernismo (1945- 1980)

Conhecida como fase "Pós-Modernista", não há um consenso a respeito de seu término, pois muitos estudiosos afirmam que essa fase termina em 1960, enquanto outros definem o fim dessa fase nos anos 80; há ainda os que consideram que a terceira fase modernista prolonga-se até os dias atuais.
Nesse momento, tem-se um predomínio e diversidade da prosa, a saber: prosa urbana, prosa intimista e prosa regionalista. Além disso, surge um grupo de escritores denominado “Geração de 45”, muitas vezes chamados de neoparnasianos, pois estes buscavam uma poesia mais equilibrada.
Atenção!!! Alunos do 2º ano, leiam mais sobre o Romantismo!

 O Romantismo brasileiro surgiu poucos anos depois de nossa independência política, em 1822. Esse fato histórico aflorou nos intelectuais da época uma grande necessidade de criar uma cultura genuinamente brasileira e antilusitana, distante dos moldes literários portugueses, que não retratavam a realidade de nosso país. Além de ser uma reação à tradição clássica, o Romantismo foi também um movimento anticolonialista que em muito contribuiu para a formação de nossa identidade cultural.
Em virtude da necessidade de criar uma literatura identificada com nossas raízes históricas, linguísticas e culturais, nossos escritores românticos desenvolveram aquele que seria um dos traços essenciais do Romantismo: o nacionalismo. A partir do nacionalismo, tema que orientou o movimento, outras temáticas puderam ser exploradas, entre elas o indianismo, o regionalismo, a pesquisa histórica, folclórica e linguística, além da crítica aos problemas nacionais. O marco inicial do movimento ocorreu com a publicação da obra Suspiros poéticos e saudades, de Gonçalves de Magalhães, em 1836, famosa por seu prológo que anunciava a revolução literária romântica.
Tradicionalmente, o Romantismo brasileiro é dividido em três diferentes fases, também chamadas de gerações. Essa divisão diz respeito, sobretudo, à poesia romântica, já que a prosa do período reúne características das três gerações. São elas:
● Primeira geração: nacionalista, indianista e religiosa. Nessa fase, ganharam destaque os escritores Gonçalves de Magalhães e Gonçalves Dias;
● Segunda geração: o sofrimento, a dor existencial, a angústia e o amor sensual e idealizado foram os principais temas da literatura produzida durante a segunda fase do Romantismo. Seus principais representantes foram Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu, Fagundes Varela e Junqueira Freire;
● Terceira geração: o Condoreirismo, importante corrente literária que marcou a terceira geração da poesia romântica no Brasil, teve como principal representante o poeta Castro Alves, cujo engajamento na poesia social lhe rendeu a alcunha de “poeta dos escravos”.
A prosa romântica, igualmente influenciada pelo movimento anticolonialista e antilusitano, foi o principal instrumento de construção da cultura brasileira. Muito mais do que a poesia, o romance engajou-se no projeto nacionalista, buscando descobrir e conhecer os espaços nacionais. Da necessidade de explorar a selva, o campo e a cidade, surgiram o romance indianista e histórico, o romance regional e o romance urbano:
● Romance indianista e histórico: uma das principais tendências do Romantismo brasileiro, o indianismo encontrou no nativo brasileiro a sua mais autêntica expressão de nacionalidade. Ganharam destaque nessa fase autores como José de Alencar e Gonçalves Dias;
● Romance regional: Mais do que o romance indianista e o romance urbano, o romance regional comprometeu-se com a missão nacionalista de conhecer e retratar os quatro cantos do Brasil. Como não havia um modelo europeu no qual pudessem espelhar-se, os escritores do romance regionalista construíram seus próprios modelos, fato que contribuiu inestimavelmente para a nossa autonomia literária. Nesse período, ganharam destaque os escritores José de Alencar, Franklin Távora e Visconde de Taunay;
 Romance urbano: por colocar em discussão os problemas e valores vividos pelo público nas cidades e por retratar a realidade e o cotidiano da burguesia, o romance urbano alcançou imensa popularidade entre os leitores brasileiros. Dessa fase, destacaram-se os escritores Manuel Antônio de Almeida e José de Alencar.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Livros paradidáticos sugeridos aos alunos do 1º ano regular


1º bimestre - O Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente. 
Esse livro traça um rico panorama da sociedade portuguesa do século XVI, ao mesmo tempo em que a critica e possui caráter moralizante. Importante produção do teatro vicentino, o auto discorre sobre os vícios e virtudes humanas de maneira bem humorada por meio de alegorias e nos oferece um valioso material para os estudos do Humanismo. 

2º bimestre - Os Lusíadas, de Luiz Vaz de Camões.
Clássico da literatura portuguesa em que Luiz Vaz de Camões narra os grandes feitos de Vasco da Gama e as conquistas da nação portuguesa. Dada a importância de Camões para os estudos do Classicismo, a leitura dessa obra torna-se indispensável.

3º bimestre - O Uraguai, de Basílio da Gama.
Poema épico que ilustrará os estudos do movimento Árcade. Esse livro retoma características do Classicismo e oferece um vasto material para pesquisa, já que a alusão a fatos históricos é uma constante.

4º bimestre - Lucíola, de José de Alencar.
Livro que recria contextos sociais do Rio de Janeiro imperial e critica, ao modo romântico, instituições e costumes.

Livros paradidáticos sugeridos aos alunos do 2ºano regular


1º bimestre - O Ubirajara, de José de Alencar. 
Essa obra do mesmo autor de Lucíola fez parte da tentativa de se criar a identidade da literatura nacional em torno da figura do índio. Composto pela idealização do indígena e da pátria, esse livro configura parcela importante do Romantismo brasileiro. 

2º bimestre - Noite na taverna. de Álvares de Azevedo.
Unida às leituras de O Ubirajara e Lucíola, essa obra do Ultra-romantismo contribuirá para um primeiro contato dos alunos com o movimento literário Romantismo. O livro de Álvares de Azevedo figura uma evidente influência da estética byroniana em nossa literatura.

3º Bimestre - Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.
Essa obra é reconhecida por muitos como o marco inicial do movimento Realista no Brasil. Ela é narrada em primeira pessoa por um “defunto-autor”, que conta suas experiências ao longo da vida.
Machado de Assis retrata o Rio de Janeiro de sua época de forma crítica e irônica, o que torna esse texto uma importante fonte de pesquisas nos estudos de literatura.

4º Bimestre - O cortiço, de Aluísio Azevedo. 
Representante do Naturalismo brasileiro, essa obra volta-se para o Rio de Janeiro do final do século XIX com um olhar cientificista, que busca analisar o comportamento humano e, para tanto, toma o espaço das habitações coletivas. 

Livros paradidáticos sugeridos aos alunos do 3ºano regular:


1º Bimestre - Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto. 
Essa obra do pré-modernismo brasileiro discute de forma direta o nacionalismo, representado na figura de Policarpo Quaresma. Seu texto é marcado pela linguagem coloquial carioca e precede, assim, as mudanças estéticas propostas pelos modernistas. 
O livro também critica aspectos da sociedade e do governo de Floriano Peixoto.
 
2º Bimestre - Vidas secas, de Graciliano Ramos. 
Essa narrativa desenvolve-se em torno de uma família de retirantes, que tem de se refugiar de problemas como a seca, a fome e a miséria.  As imagens dessas personagens são tomadas de maneira a conotar não uma situação específica, mas alcançar um caráter universal dos problemas do Brasil de então. 
 
3º Bimestre - Sentimento do mundo, de Carlos Drummond de Andrade.
Livro que evidencia a visão crítica e política do poeta sobre o mundo em que se insere. Drummond passa a priorizar uma poesia mais universal, na qual transparece a sua preocupação com problemas sociais sem perder o lirismo permeado pela renovação estética modernista.

4º Bimestre - Capitães da areia, de Jorge Amado.
Livro que conta a estória de meninos de rua  em Salvador, os quais têm de usar toda a sua astúcia para sobreviverem a sua condição. O grupo organizado e comandado por Pedro Bala habita um trapiche e comete pequenos delitos dos quais retiram o seu sustento. A obra descreve, com pessimismo, contextos sociais e a luta de classes, que se torna evidente e incômoda ao longo da leitura.